Viajando com seu gato p/ o exterior

05 outubro 2011, 23:48. Postado por Resgatinhos

OBS. Independente das informações dadas aqui, é importantíssimo que você SEMPRE confirme junto aos órgãos competentes e às companhias aéreas quais são os procedimentos, porque as regras podem mudar, e além disso PEÇA QUE ELES CONFIRMEM AS INFORMAÇÕES DADAS POR ESCRITO, seja através de email, ou fornecendo um link que você possa imprimir caso seja preciso argumentar depois.

Viagens internacionais

Uma transferência de emprego, uma bolsa de estudo, um programa de intercâmbio, ou simplesmente a vontade de começar a vida em outro lugar. Quando nos deparamos com uma dessas possibilidades, pra quem tem pets uma das primeiras coisas que nos vem à cabeça é: e os meus peludos? Tomada a decisão de levá-los, surgem as dúvidas: o que vou precisar? É difícil? Todos os países aceitam animais oriundos do Brasil?

Tentaremos ajudar você com essas e outras dúvidas.

Antes de mais nada

Vale perguntar: quanto tempo vai durar essa viagem?  Uma viagem é sempre estressante para o animal. Uma simples férias no exterior ou uma excursão, muitas vezes, só trarão dor de cabeça para você e muito, muito estresse para seu gato.

Nessas ocasiões vale pensar na opção de deixar seu gato em casa, o que pode ser bem menos estressante. Existem profissionais que oferecem serviços de PetSitter.

Mas e se a viagem for longa, ou até uma mudança definitiva? Aqui tentaremos ajudar com um guia rápido de onde buscar informações e das exigências comuns a quase todos os países. Muito do que vamos contar é um relato de uma voluntária ResGatinhos que partiu para a Alemanha com seus dois gatos.

Onde encontrar informações

Assim que o destino for escolhido, ou imposto, o mais importante é buscar informações sobre as normas sanitárias exigidas pelo país de destino. No site do Ministério da Agricultura (link) existe uma lista com os principais países de destino para onde viajam animais de companhia brasileiros. Além de consultar o site do Ministério da Agricultura sugerimos que você busque informações complementares junto à embaixada ou ao consulado do país de destino.  Esse primeiro passo evita transtornos e surpresas desagradáveis, como descobrir dois dias antes do embarque que a Austrália ou Nova Zelândia, por exemplo, não aceitam animais brasileiros…

Por experiência própria, sugerimos que a busca por informações comece bem cedo, no mínimo uns seis meses antes da viagem.  Ou o mais breve possível, pois a papelada completa pode demorar um pouco.

VIAJANDO PARA A UNIÃO EUROPÉIA

(Alemanha, Áustria, Bélgica, Bugária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Romênia, Reino Unido, República Checa e Suécia)

Vacinação

A maioria dos países, para não dizer todos, exige a vacinação contra a raiva. Na carteira de vacinação do animal devem constar:
- nome comercial da vacina;
- número do lote;
- assinatura e carimbo do médico veterinário;
- data de aplicação e validade da vacina, muitas vezes apresentada como “próxima vacina”.
Para maior segurança, sugerimos que peça ao seu veterinário que cole a etiqueta da vacina na carteira de vacinação. É importante ressaltar que nem sempre as vacinas oferecidas em campanhas municipais ou estaduais são válidas para o transporte internacional.

Para animais com idade inferior a 3 meses, sem a primo-imunização contra a raiva, é necessária a dispensa por órgão sanitário do país de destino OU do consulado do atendimento das exigências sanitárias (obs. segundo informações do Consulado Alemão em SP, a Alemanha não aceita filhotes com menos de 3 meses, por isso é muito importante antes de mais nada obter essa informação junto aos órgãos competentes).

Laudo de Sorologia Anti-Rábica: envio de amostra de sangue para um dos dois laboratórios credenciados pela UE no Brasil (Laboratório de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, e Instituto Pasteur), ou em um outro laboratório igualmente credenciado pela Comunidade Européia no exterior, para a titulação de anticorpos contra o vírus da raiva. O título de anticorpos deve ser no mínimo 0,5 UI/ml. Respeitar um prazo de pelo menos 30 dias entre a vacinação contra a raiva e a coleta de sangue, para que o animal tenha tempo de produzir anticorpos. (link para os laboratórios credenciados pela UE)

Importante!! É necessário aguardar 90 dias entre a data da coleta do sangue e o embarque do animal!

Microchip

Quase todos os países exigem que o animal possua um microchip. Esse dispositivo deve seguir os padrões ISO 11784 e ISO 11785 para que possa ser lido no país de destino, caso seja pedido pelas autoridades sanitárias locais. Lembramos que caso o microchip não atenda esses padrões, é de sua responsabilidade fornecer o leitor para que ele possa ser lido. O microchip é implantado pelo seu próprio veterinário (ou um veterinário que realize esse serviço), no próprio consultório e sem necessidade de anestesia ou mesmo sedação. É um procedimento ultra rápido e praticamente indolor.

Quer mais informações sobre o que é o microchip e como funciona? Acesse aqui.

Atestado de saúde animal

Esse atestado é emitido e assinado pelo seu médico veterinário particular, que deve ter um registro válido junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária, e deve ser emitido no máximo três dias antes da entrada do pedido do CZI em uma unidade do Vigiagro (Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional).

O atestado deve atender às exigências sanitárias do país de destino. Além disso, é fundamental atender à Resolução 844 de 20 de setembro de 2006 do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Em resumo o atestado sanitário deverá constar, no mínimo:

- nome, espécie, raça, porte, sexo;
- pelagem, quando for o caso;
- idade real ou presumida;
- informação sobre o estado de saúde do animal, de acordo com as exigências do país de destino;
- declaração de que foram atendidas as medidas sanitárias definidas pelo serviço veterinário oficial e pelos órgãos de saúde pública;
- informações sobre imunização anti-rábica;
- informações sobre o microchip: número e local em que foi colocado;
- identificação do médico veterinário: carimbo (legível) com o nome completo, número de inscrição no CRMV e assinatura;
- identificação do proprietário: nome, CPF e endereço completo;
- data e o local.

Certificado Zoosanitário Internacional – CZI

Independente do seu país de destino, para sair e retornar ao Brasil você precisará do CZI. Ele é um documento emitido pelas autoridades do serviço veterinário do país de procedência do animal. O CZI atesta e garante que o animal cumpre todas as condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional até o país de destino. Ele tem validade que varia de 3 a 10 dias (a validade do CZI varia de acordo com o animal e país de destino – sempre verifique essa informação junto à embaixada/consulado). Esse prazo é válido até o dia da entrada do animal no país de destino. Para deixar mais claro: se você for sair do Brasil no dia 10 e chegar ao país de destino no dia 12, é importante que o CZI tenha validade de, no mínimo, até o dia 12.

Para retirar o CZI você precisará:

- do atestado de saúde do animal;
- carteira de vacinação em dia;
- certificado ou número do microchip;
- bilhete aéreo ou número, horário e companhia aérea do voo;
- demais documentos exigidos pelo país de destino.

Lembramos que alguns países pedem um visto consular ou autenticação na assinatura do medico veterinário que assinou o CZI. Sempre pergunte sobre essa necessidade.

IMPORTANTE! Alguns países, além de exigir vacinação em dia e toda a papelada, exigem que seu peludo fique em quarentena ao chegar lá. Verifique sobre essa possibilidade. Todas as informações necessárias podem ser obtidas na embaixada ou consulado do país para onde deseja viajar.

Onde obter o CZI:

No Brasil, ele é obtido somente nas unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional – Vigiagro, do Ministério da Agricultura. Para obter o CZI é importante ir até uma unidade do Vigiagro. Sugerimos que antes de ir até lá, você ligue e agende um horário, além de fazer um check-list de todos os documentos que precisará levar (ligue no Ministério da Agricultura, 0800 704 1995, para saber o telefone e endereço do Vigiagro mais próximo de onde você está).

VIAJANDO PARA OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Exigências específicas:

1- Atestado de Saúde
- com a declaração de que o animal não apresenta sinais de doenças infecto-contagiosas e parasitárias;
- com a declaração de que o animal foi inspecionado, não sendo encontrados sinais de miíases.

2- Carteira de Vacinação
- realização de vacinação contra raiva pelo menos 30 dias antes do ingresso nos EUA;
- filhotes com idade inferior a 3 meses ficarão em quarentena (no país de destino) até apresentarem idade suficiente para serem vacinados e por mais 30 dias após a vacinação.

3- Certificado Zoosanitário Internacional – CZI
- conforme informações acima

Informações gerais:

- para gatos, o exame clínico deverá ser realizado, pelo Fiscal da Receita Federal, 10 (dez) dias antes do embarque.
- os gatos estão sujeitos às exigências locais de vacinação, bem como à inspeção no ponto de entrada para evidências de doenças que podem ser transmitidas para humanos.
- não existe exigência de sorologia.
- não existe exigência de tratamentos específicos.
- animais destinados ao estado do Hawaii e ao território de Guam estão sujeitos aos requisitos de quarentena desses locais.

VIAJANDO PARA O MERCOSUL

Exigências específicas:

1- Atestado de Saúde
- com a declaração de que o animal não apresenta sinais clínicos de doenças próprias da espécie.

2- Carteira de Vacinação
- para animais com menos de 3 meses não é exigida carteira de vacinação.
- o exame clínico deverá ser realizado, pelo Fiscal Federal Agropecuário, dentro dos 10 (dez) dias anteriores à entrada no país.
- não há exigência de sorologia para pesquisa de anticorpos contra raiva.
- não há exigência de tratamentos específicos.
- não há exigência de quarentena, desde que atendidas as normas sanitárias e documentais.

3- Certificado Zoosanitário Internacional – CZI
- conforme informações acima

COMPANHIAS AÉREAS – reserva da passagem do seu peludo

Para o transporte de animais de companhia as empresas aéreas cobram uma taxa, que varia de empresa para empresa e pode variar com o peso do animal.

Algumas companhias aéreas permitem que o seu peludo viaje com você na cabine de passageiros. Para isso é necessário reservar um “pet na cabine” atrelado ao número do seu e-ticket, além de uma caixa de transporte de material flexível e que seja capaz de conter as sujeirinhas que seu peludo possa fazer. O tamanho dessa mala de transporte pode, também, variar de companhia para companhia. Em geral as medidas exigidas são: 55x40x20cm. Pergunte à sua companhia aérea qual é o peso total (caixa de transporte mais animal) permitido para o embarque na cabine.

Se o peso for maior que o permitido (geralmente 8 quilos dentro da cabine) ou se for mais de um animal (a maioria das companhias aéreas permite apenas um animal na cabine por e-ticket), será preciso despachar o peludo. Sugerimos que lacre muitíssimo bem a caixa de transporte (que nesse caso deverá ser rígida), para evitar transtornos como a fuga do seu melhor amigo. Lembramos que segurança deve estar em primeiro lugar, sempre. Escreva etiquetas de identificação com seus dados/contatos e cole por toda a caixa de transporte, e cole também uma etiqueta grande escrito “Carga Viva”. Verifique junto à empresa aérea se eles pedem alguma caixa específica ou, até mesmo, se a fornecem. Existem companhias que fornecem a caixa de transporte sem custo ao passageiro. Ao comprar uma caixa de transporte que será despachada, invista em uma de EXCELENTE qualidade (recomendamos as caixas da marca Petmate Vari-Kennel). Vemos sempre casos na mídia de caixas que se abrem e o animal foge, e também casos em que a caixa é praticamente destruída devido ao pouco caso e descuido no manuseio pelos funcionários das empresas aéreas.

Informe-se com seu veterinário sobre dar alimentos, líquidos, ou mesmo um leve sedativo para o seu peludo antes e durante a viagem (NUNCA medique o seu pet sem o conhecimento e orientação do veterinário, principalmente em uma situação como essa de viagem aérea). Lembramos também que algumas companhias aéreas não permitem que o animal seja sedado antes da viajem, portanto informe-se antes de ministrar qualquer coisa a ele. Sedativos interferem no sistema respiratório, o que pode ser extremamente perigoso para animais que vão viajar no compartimento de carga, onde a pressão do ar sofre variações.

O RETORNO AO BRASIL

O procedimento, via de regra, é o mesmo da partida.

Fora do Brasil o CZI pode ter outros nomes. Mas o documento que você deverá buscar lá tem o mesmo fim que o CZI, que é o de atestar que o animal em trânsito para o Brasil atende a todos os requisitos sanitários brasileiro para aquele país. No país em que você se encontrar, você deve procurar um médico veterinário e se informar onde o atestado veterinário de zoonozes internacional pode ser retirado.

O Brasil exige vacinação antirrábica válida. Todas as vacinas aplicadas em território brasileiro tem validade de um ano após ser injetada no animal. Existem países em que a validade é de dois ou três anos.

De acordo com veterinários do Ministério da Agricultura que atuam junto ao Vigiagro, se a viagem for inferior a um ano, muitas vezes a vacinação feita em território brasileiro ainda é válida no retorno do animal. O importante é atentar para a validade da vacina que deverá ser escrita pelo veterinário na carteira de vacinação do animal. Por exemplo, se o peludo foi vacinado em 23/04/2012, deixou  o Brasil em  02/08/2012 e retornou ao país em 20/03/2013 a vacina ainda terá validade, não sendo necessária uma nova dose antes do período da validade da vacina, que é de um ano (23/04/2013).

Existem países que declaram oficialmente junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a presença em seu território de Peste Eqüina Africana e/ou Febre do Vale do Rift. Nesses casos é necessário constar no CZI informações adicionais, conforme a legislação vigente (Portaria nr 429/97430/97).

Seguidas todas essas exigências

Tenha uma ótima viagem!! E nos primeiros dias a atenção e paciência com seu peludo devem ser redobradas. Afinal, ele também sente e sofre com a mudança de rotina.

Antes de relatarmos a viagem de nossa voluntária e seus dois gatos para a Alemanha, lembramos que caso alguma das exigências requeridas pelo país de destino não sejam cumpridas o animal está sujeito a apreensão e deportação ou sacrifício pelas autoridades sanitárias do destino. As vacinas exigidas, além disso, protegem seu peludo contra doenças endêmicas.

Levar alimentos animais para muitos países pode ser ilegal. Informe-se sobre essa possibilidade junto à embaixada/consulado do país de destino. E no retorno, não traga ração para o Brasil, é proibido.

ALEMANHA – Diário de uma viagem

“Em junho de 2010 soubemos da possibilidade de ganhar uma bolsa de estudos de um ano na Alemanha. Nossa cabeça foi a mil. Não queríamos deixar nosso filhote no Brasil. Então nos dividimos, meu marido ficou responsável por levantar tudo que era necessário para a bolsa e nossa mudança e eu fiquei responsável por levantar tudo o que era necessário para o ingresso do nosso gato – naquela época só tínhamos um. Em agosto implantamos o microchip. Em outubro coletamos o sangue e enviamos para o Instituto Pasteur em São Paulo. Sabíamos que viajaríamos só em março ou abril de 2011, mas não queríamos correr riscos.

Nesse meio tempo nos apaixonamos por uma resgatinha e queríamos adotá-la. Mas com o coração partido, antes de qualquer decisão consultamos o nosso veterinário sobre os prazos para todas as vacinas (porque se ela pudesse ser nossa, pagaríamos tudo, não queríamos que o ResGatinhos bancasse nossa filhota) e sobre a sorologia. Abrimos e fechamos calendários, contamos dias corridos, dias úteis… No final de muitas contas, vimos que teríamos um prazo muito apertado, mas decidimos arriscar.

Nisso recebemos a notícia que nosso gato não tinha a dosagem de anticorpos antirrábicos necessária para viajar (para a União Européia essa dosagem deve ser igual ou superior a 0,5 UI/mL de anticorpos neutralizantes). Quase morremos do coração. Mas por sorte e antecedência nossa, ainda dava tempo de revaciná-lo e refazer o exame (após a vacina, é necessário aguardar, no mínimo, 30 dias para coletar o sangue. Da data de coleta, é necessário permanecer em território brasileiro por 90 dias).

Isso já era início de janeiro. Já tinha gastado todas as nossas orações. Coletamos o sangue dos dois gatos e eu fui levar pessoalmente em São Paulo. No final de janeiro – depois de quase não dormirmos, de acabar com todas as minhas unhas e acionar todos os amigos que gostassem de gatos (se fosse necessário deixaríamos eles com alguém até conseguirmos voltar para buscar os dois) – eu ligava todos os dias para o Pasteur e já sabia de cor os nomes dos funcionários que me atendiam, depois de longos 20 dias em uma dessas ligações ouvi o que eu mais queria: que meus peludos tinham dosagem de anticorpos mais do que suficientes e que, assim, poderiam embarcar conosco. No outro dia eu estava em São Paulo para retirar o documento pessoalmente, não podíamos correr o risco dos papéis se perderem no correio.

Com o resultado da sorologia em mãos, começamos a busca pela companhia aérea. Claro, tínhamos que esperar a agência de fomento liberar a passagem do meu esposo para poder comprar a minha e reservar a dos nossos filhotes. Por sorte recebemos a passagem pela Lufthansa. No mesmo dia que recebemos a passagem do meu esposo, compramos a minha e já reservamos a dos nossos gatos. Pela companhia aérea, são permitidos três animais na classe econômica, dois na executiva e um na primeira classe. Mas cada passageiro (e-ticket) só pode levar um animal na cabine.

No dia da viagem, embarcamos como prioridade. Na aeronave, toda a tripulação foi super atenciosa. Mas tivemos que colocar nossos peludos embaixo da poltrona à nossa frente na decolagem e aterrizagem.  Mas confesso que estávamos tensos, pois ainda restava o medo de que tivéssemos que deixar nossos gatos de quarentena.

Já em território alemão, fomos super bem recebidos. Tivemos que passar com eles no colo pelo detector de metais, mas os funcionários do aeroporto estavam muito bem preparados. Apresentamos a documentação e enfim havíamos chegado!!!

Berg e Cléo já adaptados à vida na Alemanha

Depois de um ano, era hora de voltar. Nosso retorno estava previsto para final de março. As vacinas venciam em dezembro. Em setembro procuramos um médico veterinário para buscar informações sobre o CZI (que em alemão se chama Veterinärbescheinigung). Fomos até o veterinário oficial da cidade. Em dezembro vacinamos nossos gatos.

Já era março, as coisas quase todas empacotadas. Nove dias antes da viagem (afinal o Veterinärbescheinigung ou CZI tem validade de 10 dias), fomos ao veterinário oficial da cidade, buscamos o documento e a tarde fomos ao nosso veterinário particular carimbar o passaporte dos gatos. Isso era uma sexta e na outra embarcaríamos de volta. Na segunda fui até Berlin pegar o visto consular. Tudo certo. Agora era só embarcar.

Na volta, que também foi de Lufthansa, tivemos surpresas ainda melhores. Embarcamos como prioridade e a equipe de comissários estava mais bem preparada. Por se tratarem de vidas, não precisamos colocar nossos gatos embaixo das poltronas, pudemos levá-los no nosso colo (mas, lógico, dentro das caixinhas de transporte). Em todos os instantes um comissário perguntava se precisávamos de água para os gatos.

Chegando ao Brasil, descobrimos que não havia a necessidade de visto consular no CZI, porque o Brasil tem acordo bilateral com a Alemanha. Mas de verdade? Preferimos pagar pelo excesso!!

Depois dessa loucura toda, faríamos tudo novamente. E com mais antecedência ainda, para evitar emoções e prazos apertado!”

Parte das informações foram obtidas no site: http://www.saudeanimal.com.br/viajando_com_animais.htm
adaptação e complementação: resGatinhos

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